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28 de novembro de 2011

Sobre a Eleição do CACS

Para fazer a análise das eleições de 2011 do Centro Acadêmico de Ciências Sociais da UFPA, velho combatente em tempos agitados do movimento estudantil, é vantajoso utilizar o que é conhecido do seu passado recente, para termos uma visão mais próxima da realidade, pois assim, começo minha análise com uma citação minha de quase exatamente um ano atrás, a 26 de novembro de 2010, no texto "Como Fazer?":

"A problemática geral presente na teoria e prática de qualquer grupo hoje concorrente ao CACS é: cair na ilusão de que o CA é e deve ser um órgão representativo, e apenas em segundo plano organizar os estudantes, caso todas a instâncias legais já tenham sido calmamente utilizadas. Se a organização dos estudantes fica em segundo plano, isso quer dizer, logicamente, que organizar os estudantes em prol de suas necessidades não estará na ordem do dia de qualquer uma dessas gestões[chapas]. Como os estudantes podem levar a cabo a sua organização quando o seu “órgão representativo legal” a deixa em segundo plano?"
Podemos responder que levar a cabo a sua organização nessas condições, é nadar pesadamente contra a correnteza. E foi exatamente o que se mostrou diante principalmente da investida do MEC através do projeto de separação do curso, entre bacharelado e licenciatura, durante o ano de 2010 (conferir "Não à Divisão do Curso de Ciências Sociais"), e estabelecimento do novo PPC (Projeto Político Curricular), o qual gozou de um debate confuso, específico, mas deslocado da massa estudantil.

O fato de nenhuma chapa concorrente ao CACS, em 2010, ter como objetivo organizar os estudantes em prol de suas necessidades, tornava fácil admirar o horizonte da gestão. O alunado de Ciências Sociais não participou, por fim, das discussões mais importantes, que diriam respeito ao futuro do curso, e o que é pior, o próprio CACS não se posicionou diante da questão, se retirando e deixando a cargo de uma comissão, que não funcionou sob suas bases iniciais. O CACS não deve ser um anexo da universidade para assuntos estudantis, muito menos um órgão de simples representação dos estudantes, pois, se assim o for, diante de toda situação que exigir a força do movimento estudantil, esta força não aparecerá, como está mais do que provado.

Uma coisa é necessária ser dita, o CACS esse ano cumpriu muito bem suas atividades periódicas, administrativas (semana do calouro, acadêmica, ENECS, etc), cuidou de seu espaço físico, e o melhorou até. Foi melhor que gestões anteriores. Agora foi esse CACS que "permitiu" a divisão do curso, com o fim das ênfases, e a divisão das salas de aula, para criar a sala 6. Ambas mereciam um debate mais amplo, pois, a maioria dos alunos, e até alguns professores, com quem conversei era contra a divisão, e sobre a questão da divisão das salas, foi aplicação de verba que nos caberia perguntar se aquele era o fim prioritário dos estudantes.

No ano de 2010, as três chapas que concorreram ao CA entraram na gestão, proporcionalmente. Agora em 2011, só haverá uma chapa candidata. A pergunta que fica: terá o fato de "chapa única" algum significado importante para a análise do processo?

Durante esse ano que está acabando, participei de diversas discussões e atividades do curso. Fui convidado a criar um Grupo de Pesquisa/Estudo em Marx, pelo Ronaldo Bittencourt e o Pedro. Porém, a ideia não vingou, em grande parte pela saída do professor Alex Fiúza, e também pela não realização da viagem para o Encontro Brasileiro de Educação e Marxismo (EBEM-Florianópolis). Posteriormente vi que essas duas questões eram as que mais atraíam, e sem elas estávamos sós novamente. Não desistindo, conseguimos manter um grupo compacto que permaneceu interessado em tocar os estudos. Nomeadamente Marçal, Valdemir Júnior e eu. Posteriormente juntou-se a nós o Robson Matos. Além de desenvolver nossos estudos, conseguimos estabelecer contatos e compartilhar debates com o GP-Marx da pós-graduação, aqui da UFPA. A nossa grande preocupação sempre foi a de não nos tornamos um simples grupo de estudos acadêmicos, e sim um grupo de atividades, das quais o estudo é uma delas, voltado para a organização de nós estudantes, em torno de nossas necessidades.  Sendo assim, participamos conjuntamente no debate sobre a divisão do curso, defendendo a não divisão e levantando debates nas turmas. Posteriormente perdemos, mas avaliamos que a nossa posição era justa.

Já agora no final do ano, conseguimos colocar em prática sessões de "Vídeo & Debate", para ajudar a resgatar essas atividades de "aluno-pra-aluno", que o curso não tem mais visto. Já no início apareceram algumas pessoas interessadas em contribuir, em somar, o que foi excelente e estimulante. Como já disse pra vários amigos no curso, e inclusive já os convidei antecipadamente, vamos tentar organizar, talvez para o ano que vem, rodas de violão, sarau, debates, e mais vídeos também, além das atividades esportivas. Se tivermos alunos acostumados a interagir entre si, debater questões independentemente da obrigação acadêmica, teremos certamente mais força de união em torno de resolver os problemas que são colocados pro nosso curso como um todo. Desde falta de disciplinas/professores, até alterações estruturais ou questões mais gerais das nossas condições de estudo. Ou pelo menos para termos assembleias gerais mais ou menos cheias.

Bom, foi por causa do que estamos fazendo (e por falta de gente interessada também), que nos chamaram para participar da chapa (única) que vai concorrer esse ano ao CACS. Apesar de acreditar que se não soubermos manter essa posição durante a gestão de 2012, nosso objetivo pode não se cumprir, nós vamos correr o risco, pois, a chapa como um todo se propôs a quebrar esse "velho" paradigma de centros acadêmicos meramente representativos (que se estende a DCE's, Grêmios, DA's, etc, hoje), paradigma do qual as entidades/partidos compartilham, apesar deles acharem que os mesmos ainda poderiam assumir papel de vanguarda, seguindo essa posição. Como já deixei bem claro nos meus textos anteriores, discordo da prática e teoria que hoje a "esquerda" brasileira assume e que acaba também dirigindo a prática de entidades das quais elas participam majoritariamente, porém não é por isso, nessa conjuntura, que deixarei de participar de uma chapa que contenha membros de tais organizações, já que a chapa, enquanto apartidária, acordou uma posição, que pode se resumir em organizar os estudantes em prol de suas necessidades nas diversas possiblidades se colocam hoje, mantendo isso como atividade principal do Centro Acadêmico. Isso significa que o CACS cumprirá com todas suas atividades administrativas, porém, não "viverá" exclusivamente para elas, e as realizará a todo momento tentando organizar os estudantes em torno delas, para não se ver isolado.

Essas até aqui são as minhas análises do caminho da chapa, porém, não posso generalizá-las, pois, ainda vamos fazer o programa da chapa, que é um trabalho coletivo. A partir de então, apenas confirmarei ou não o que deduzi das discussões da chapa.

Porém, podemos dar alguma resposta a questão levantada anteriormente de que "terá o fato de 'chapa única' algum significado importante para a análise do processo?". Levando em conta o que eu já escrevi sobre a construção do movimento estudantil no curso ("Sobre o Balanço do CACS (UFPA)" e "Como Fazer?"), e vendo ao longo desses dois anos, acho que o fato de ser uma chapa única só confirma a perda de força dos partidos/entidades no nosso curso, que é a pura expressão da sua prática equivocada, que mais afasta a massa, do que aglutina, ou em alguns casos já, a própria inexistência, que já mostra a incapacidade de reproduzir sua prática política, uma espécie de seleção natural. Então, na minha análise, esse fator de chapa única foi um resultado. Os partidos já não conseguem formar suas chapas, nem sequer as entidades, que poderiam aglutinar alguns partidos juntos, conseguem fazer isso.

Nosso dever agora é aproveitar que nem a direita, nem a pseudoesquerda têm força, e tentar construir alguma coisa aqui no curso que seja consistente,  e que possa nos manter organizados em torno daquilo que é nossa necessidade concreta, das nossas condições de estudo, e de vida estudantil.







8 comentários:

  1. Camarada (se é que o sr me permite o chamar assim), concordo com alguns pontos que você levanta e, também, discordo de alguns. Porém vou me atentar a duas citações que você faz sobre a gestão 2011 do CACS.

    1ª - Sobre o PPC: "... o que é pior, o próprio CACS não se posicionou diante da questão, se retirando e deixando a cargo de uma comissão, que não funcionou sob suas bases iniciais".

    Acho que você não participou dos debates sobre o PPC. Ou se participou não prestou muita atenção. A proposta do CACS foi de não centralizar a discussão na gestão. Por isso foi eleita uma comissão plural, composta por alunos da manhã e da noite, representantes do CACS e dos professores.

    Sobre o posicionamento da gestão do CACS, acredito que foi o mais democrático possível. Não poderíamos retirar um posicionamento único, haja visto que o CACS era formado por três coletivos, cada um com sua forma de ver o problema. Retirar uma posição única poderia levar ao que os discursos inflamados, românticos e apaixondos dos que defedem a proporcionalidade na gestão do CACS mais repudiam: deixar de representar a diferença e a pluralidade do curso.

    2° - "Agora foi esse CACS que "permitiu" a divisão do curso, com o fim das ênfases, e a divisão das salas de aula, para criar a sala 6".

    O CACS não permitiu a divisão do curso, apenas levou a discussão para os alunos. Reflexo disso foi que as maiores assembléias realizadas no curso nesse último ano foram, justamente, as que trataram do PPC. Se você tivesse acompanhado as assembléias sobre o PPC, veria que sempre o CACS deixou claro que estava fazendo o possível para o curso não ser dividido. Todavia, deixava explícito também que isso era uma determinação do MEC e que seria muito difícil barrar a divisão. Mas nunca deixamos de levar o debate pra comunidade acadêmica.

    Sobre a divisão das salas foi realizada uma assembléia. Nela foi deliberado que as salas apenas seriam divididas se fosse apresentado um projeto. Entretanto, a faculdade passou isso na truculência e tocou a divisão das salas sem levr em consideração a deliberação da assembléia. Tanto é que a obra foi realizada nas férias.

    Então camarada, sei que essa é a tua avaliação, mas cuidado com as críticas infundadas.

    Abraço,

    Jorge Lucas Neves

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  2. Esse teu comentário, diga-se de passagem, um tanto quanto falso, já me rendeu algumas críticas infundadas, mas vou resolver.

    Bom, Jorge Lucas, sinceramente acho que tu não assumes a mesma posição que eu, tanto na luta teórica quanto prática, no que se refere a ser Comunista e tratar as questões a partir do Materialismo Histórico, então por isso, não me sinto a vontade de te chamar de camarada.

    Mas vamos a questão central. Eu participei sim das discussões sobre o PPC, tanto assembleias, quanto debates em sala de aula (que promovemos), e juntamente a comissão (da qual eu não fiz parte). Pude acompanhar, durantes os debates da comissão, opiniões de professores, e dos alunos que mantiveram as reuniões, nomeadamente o Rômulo, o João, o Nelson, o Manuel, o Marçal, o Guilherme dente outros, que me falha a memória os nomes agora. Quem eu não vi foi tu.

    Infelizmente a tua 1ª crítica repousa sobre uma concepção de "movimento estudantil" cristalizada nas entidades de hoje. A de que a posição tirada por elas, como "vanguardas" do movimento, tem que ser seguida pela massa de estudantes. Quando na verdade o CA deveria ter tirado uma posição do alunado e assumido essa posição com unhas e dentes, afinal, a sua função é, também, defender os interesses dos alunos, junto a eles. Não vejo aí nada de anti-democrático.

    Sobre a 2ª, o verbo "permitir" foi conjugado entre aspas justamente para que no texto ele apenas causasse uma impressão de "permissão", pois, na verdade, não é uma coisa mecânica, "o CA permitiu". Desculpe por essa última parte se o significado não ficou bastante claro ao longo do texto.

    Agora me pergunto, onde estão as críticas infundadas?

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  3. Outra coisa que vale lembrar:

    Não estou criticando aqui o trabalho daqueles alunos que se dedicaram, inclusive durante as férias, para manter o debate que girava em torno da grade curricular, principalmente. Porque esses merecem elogios. Mas, o fato é que minha crítica se dá em torno do "movimento estudantil" não ter debatido sobre o tema DIVISÃO DO CURSO. O que poderia ou não o ter levado a assumir uma posição, a favor, ou contra, a qual o CA deveria defender com unhas e dentes. É claro que o movimento não iria ser criado pelo CA, mas essa também não é a minha crítica, como já recebi por aí no facebook, mas a organização dos estudantes pode sim ser priorizada pela CA, e é nisso que consiste a minha posição.

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  4. Este comentário foi removido pelo autor.

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  5. bom dia meus amigos de curso, nossa "a chapa ta quente" por aqui. seguinte! gostaria de parabenizar o Vitor pelo blog eu não conhecia mas agora serei acompanhante assíduo, pois gostei muito da temática e da proposta do mesmo.
    PPC, háaaaaa, velho PPC, chamarei aqui de velho, pois foi motivos de muitos cabelos brancos meus e como ele não pode ter cabelos brancos fico eu com esse carma. Kkkkk (desculpem a descontração sei da seriedade do assunto e voltando agora pra ele) posso dizer que além de mim, do Rômulo e João poucos, ou mais ninguém, participou de todas ou quase todas as reuniões da discussão sobre o assunto, então amigos queria aproveitar para esclarecer algumas coisas que podem ajudar nesse debate de vocês.
    O Jorge tem razão quando mostra que a divisão do curso em bacharel e licenciatura fora uma imposição do MEC (ficarei devendo a citação dessa diretriz) que como Jorge falou não tinha como a universidade fugir disso, pois seria passiva de sansões, mas o que salvamos (debatedores e colaboradores da proposta do PPC), quanto a isso, foi que apesar da tal divisão o aluno que Irá fazer o vestibular a partir de 2012 ainda poderá optar pela duas opções sendo que fará quatro anos de sua escolha primeiramente e se caso queira fazer a outra linha terá que cursar mais um ano, ou seja a pesar da divisão fomos vitoriosos com essa estratégia, diferente de diversos cursos na universidade que após a divisão não podem ter mais as duas formações a não ser que façam vestibular novamente.
    O que para mim é mais grave em toda essa discussão, ai, entro em outro assunto polemico, foi à redução do número de disciplinas que tem sido motivo de discussão minha com alguns professores que vem isso como um fato bom para o curso, será? Vamos analisar os seguintes fatos!
    O grande argumento que eu tenho ouvido dos professores para o enxugamento da grade curricular é que o realidade socioeconômica do aluno de ciências sociais é de indivíduos que abandonam o curso por sua longa duração. Vamos ver isso!
    Faça uma pesquisa rápida no bloco ou com alunos que abandonaram o curso e veja quais são os anos que há mais evasão. Bem, fiz isso e rapidamente constei que são nos primeiros anos, por diversos motivos, não se identificar com o curso, falta de dinheiro para vir a universidade, incompatibilidade de horário com o trabalho, em fim! Diversos motivos que não são pertinentes para essa reflexão ou se são somente irão mostrar que o tempo do curso sendo motivo de evasão não tem muito haver com a realidade socioeconômica do curso, mas se assim o fosse vejamos outro fato:
    A PROEX todos os anos abre edital para promover a bolsa permanência que é voltada para alunos de baixa renda que tem dificuldades econômicas para se manter na universidade, agora lhes pergunto: sabem qual é a proporção de distribuição dessas bolsas entre os cursos?

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  6. continuando...
    Pasmem! Mas a maioria maçante dessas bolsas são de cursos como medicina, engenharia arquitetura, cursos que por tradição são compostos por indivíduos que sabemos ter origens mais abastardas, claro que, não que não tenha pessoas nesses cursos que precisem dessa ajuda, eu mesmo vi um garoto vendendo bombom no ônibus que se identificou como aluno de medicina, mas daí a dizer que no universos comparativo de um todo, a maioria maçante dos alunos do nosso curso precisão dessa bolsa, fora o fato deles alunos desses cursos contarem com outros projetos de auxilio estudantil que dão bolsas de até 2.500 reais, mas em fim! Só quero mostrar que há outras formas de se resolver tal argumento sobre, diminuir o tempo do curso para tender uma realidade socioeconômica desfavorável.
    E o que não esta sendo refletido, ai volto para a semana acadêmica para reforçar meus argumentos,( pois la esse assunto foi um pouco discutido) é que estamos gradativamente transformando o curso em um curso técnico voltado para atender, segundo alguns, a necessidade do mercado, mas ai a minha preocupação começa e começa com a seguinte indagação: há como transformar um curso estritamente teórico abstrato em sua formação em um curso técnico? Para alguns sim, mas devemos ver as conseqüências disso, o que daria panos para uma outra o boa discussão.
    Na semana acadêmica todas as mesas falaram sobre o mercado de trabalho do cientista social, independente da sua ênfase, mas esse ponto ( a problemática da diminuição da grade curricular) só fora comentada por mim e não gerou muita relevância para os participantes da mesa.
    Bom pessoal, como disse o Jorge tem razão em mostrar que houve uma imposição, mas ai remeto-me as preocupações do Vitor quando mostra que em um caráter geral esses assuntos de extrema pertinência para o interesse estudantil não ecoa nos corredores do bloco e o que é pior ficamos como, me desculpem a franqueza: “ficamos como mururé na água” pra onde a maré nos levar iremos.
    E por isso que assim como o Vitor estou empenhado em tentar transformar o centro acadêmico com as mesmas diretrizes que ele mostrou acima e informo que eu fui um dos que o convenceram a participar dessa chapa, pois vejo nos ideais dele uma boa proposta para essas mudanças e aproveito para quem teve a paciência de ler toda essa minha “babozeira” que apóiem essa nova proposta de C.A.C.S.
    E termino os meus dizeres com um frase de um dos deputados federais mais votados e “mais intelectuais” perdendo só para o Tiririca “quem ganha a vida com a boca é cantor” (Romário)

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  7. Fala Uslan, blz? Seguinte cara peso licença a você para expor no seu blog um comentário que estou ansioso para fazer sobre um evento que esta acontecendo nesses dias na sala do C.A. o que eu quero é parabenizar o empenho de algumas pessoas em manter o C.A.C.S. em bom estado estou me referindo ao projeto da atual gestão em reformar (pintar e mudar a parte elétrica) da sala do C.A. acredito que a próxima gestão, na qual eu faço parte, terá que se esforçar muito para manter tal empenho e gostaria de ser mais específicos as pessoas ais quais estou me referindo, portanto cito o nome de Jorge, Elana, João (77 já! Kkkkk), Rômulo, Willian, Ysa (a lixadeira) Kelly (que mostrou todo seu Don de “Pererão” oooo pintor.kkkkkkk) e outros aos quais não estarei fazendo jus, por não lembrar deles aqui, sendo assim peso-lhes desculpas desde já.
    Estou fazendo essa referencia, pois senti um ambiente de trabalho coletivo muito bom enquanto estive no local referido durante o trabalho e gostaria de manter essa situação para a atual gestão que tentará harmonizar entre “gregos” e ”troianos” que o objetivo de trabalho em pró de um C.A. melhor é esse e que todos podemos ter críticas e divergências ideológicas, mas quando temos um objetivo em comum podemos nos unir para formar um grupo mais coeso.
    Portanto parabéns outra vez a essas pessoas que superam suas paixões pessoais e lutam a favor de um denominador comum “os interesses dos estudantes de Ciências” Sociais”. A aproveito para recrutar força de trabalho, pois ainda não terminamos e nessa segunda-feira (12/12/2011) irá continuar o trabalho a partir das 9 horas da manhã parando para o almoço e não tem hora para acabar.

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  8. Só um adendo no comentário do amigo Mendes: os cursos citados no seu comentário que detém bolsas de permanência em número bem maior que as do nosso curso são, na sua maioria, cursos de maior tradição - não no sentido de "status", porém na demanda de alunos no curso. Nada mais justo, a meu ver, que eles detenham bolsas em maior número que as nossas, questão apenas de cunho matemático. Porém temos um déficit de ajuda institucional que já vem de anos, isso não se dá pelo fato das engenharias, medicina ou direito terem o incentivo que tem. É necessário focar a crítica onde ela deve ser focada, na incompetência administrativa por parte dos nossos gestores e até mesmo do nosso movimento estudantil. Resumindo, reclamar que os nossos vizinhos estão ganhando mais soa infantil a partir do momento que se faz alusão ao fato da maioria dos estudantes desses cursos terem origens "abastadas". Não é simplesmente pela maioria do contingente do nosso curso ser de pessoas pobres que se deve investir em incentivos e sim por ser obrigação da instituição nos dar condições de nos mantermos com qualidade no ensino. E sobre a bolsa de R$ 2.500,00 que citaste, realmente quando ouvi falar desse incentivo achei absurdo, mas procura o edital e tu verás que não é assim tão absurdo, posto que as exigências feitas para o aluno receber nos dão a segurança de que o processo é justo. É uma ajuda única, que só pode ser dada uma vez durante todo o decorrer do curso para o aluno, além do que são poucas as bolsas ofertadas - diria que é até absurdo o número em relação à demanda de alunos que necessitam dessa ajuda. O valor é alto por se tratar de um incentivo à instrumentalização do aluno, ou seja, para a compra de peças que serão úteis na sua formação : peças de trabalho no caso de cursos da saúde, ou mesmo instrumentos musicais no caso dos cursos de Artes. Obviamente que temos no nosso curso uma necessidade de ajuda pois os gastos de transporte, xerox, alimentação são altos, porém nem se comparam aos dos nossos colegas desses cursos citados que tem esses mesmos gastos e gastos extras com materiais de instrumentalização. Acredite amigo, existem pobres no profissional, e são muitíssimos, basta recordar a existência de cotas na admissão do alunado. Uma atitude de preconceito não gera uma discussão produtiva, ao meu ver tem que ser ajuda para todos os "pobres" e não apenas aos "mais pobres".

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